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Porque o 5G vai dominar o mundo e a sua vida

É quase uma guerra mundial sem armas. Não se trata apenas de evolução da velocidade e tecnologia. O interesse em torno da quinta geração de internet móvel mais conhecida como 5G, que já está em operação no Reino Unido, Coréia do Sul e Estados Unidos, tem fomentado discussões, brigas de poder entre grandes países e suas maiores empresas de tecnologia.

Conheça nesse artigo o que é o 5G e porque sua chegada tem causado abalos ao redor do mundo.

Entenda o que é o 5G

A chegada do 5G, quinta geração de sistema sem fio ou internet móvel, representa a próxima geração de telecomunicações no mundo.

O seu objetivo é substituir o 4G, mas já adiantamos por aqui que essa substituição será lenta e gradativa.

Segundo o relatório de 2019 do GSMA Intelligence, apenas 15% da população mundial estará usando 5G em 2025. 

Toda essa corrida para a introdução do 5G no mundo não se deve apenas ao fato de termos downloads mais rápidos (sim, há redes em testes chegando a 20 Gb/s).

Na verdade é para dar conta de um futuro em que trilhões de dispositivos estarão permanentemente conectados à rede, entre drones, carros autônomos, lâmpadas, sua cafeteira e qualquer outra coisa.

Qualquer outra coisa mesmo. A expectativa é que em alguns anos, sua casa tenha sensores inteligentes que detectam automaticamente acúmulo de mofo, vazamento de água e problemas elétricos, para que você não precise ficar se preocupando com isso.

Como esses sensores vão se comunicar? Provavelmente usando redes 5G.

Guerra pelo poder

Agora sabendo o que é 5G, já imaginou o impacto que essa tecnologia vai causar ao redor do mundo? Imaginou a quantidade de empresas interessadas em dominar isso? 

O 5G traz uma completa mudança de paradigmas na comunicação pois vai impactar na criação de novos negócios, serviços e produtos que nem foram imaginados ainda e revolucionar a indústria como um todo.

Por conta disso, o 5G,  fomenta hoje uma verdadeira guerra entre o governo dos EUA e a China.

A gigantesca asiática Huawei, líder da tecnologia 5G no mundo, tem sido duramente atacada pelo governo Trump.

A briga por quem vai dominar tudo isso já envolve o Google, que não vai fornecer o seu sistema operacional para a empresa chinesa que hoje é a maior fabricante de smartphones do mundo.

Mas isso não deve afetar sua posição de domínio. Ela já possui o maior número de patentes associadas ao 5G e investe em pesquisa mais do que todos os competidores juntos.

O que será possível com o 5G

A GSMA, organização internacional instituída para guiar o processo de implementação do 5G, estabeleceu em 2014 algumas expectativas, dentre elas:

  • As redes 5G devem consumir até 90% menos energia que as redes 4G atuais;
  • Os tempos de conexão entre aparelhos móveis devem ser inferiores a 5 ms (milissegundos), face à latência de 30 ms das redes 4G;
  • O número de aparelhos conectados por área devem ser 50 a 100 vezes maior que o atual;
  • Devem ser realizados aumentos drásticos na duração da bateria de dispositivos rádio receptores.

Enquanto algumas pessoas trabalham no desenvolvimento da nova geração de tecnologia móvel, muitas pessoas iniciam discussões a respeito do assunto e de todas essas possibilidades.

Como por exemplo,  o custo para a criação desta nova geração de telecomunicação móvel. Qual a energia utilizada para sustentar essa transmissão de dados. Outro questionamento é se o nível de segurança aumenta ou diminui.

Quais dispositivos utilizarão a rede 5G?

Sempre que uma nova tecnologia chega, os preços não são acessíveis e com o passar do tempo a tecnologia vai ficando mais barata.

Com o 5G isso não será diferente. Acredita-se que os primeiros dispositivos a ter conexão 5G serão os smartphones.

Futuramente, os eletrodomésticos e outros dispositivos inteligentes poderão conectar-se à rede. A tendência é que o 5G possa, em um futuro próximo, substituir até mesmo as redes residenciais de Wi-Fi.

E a discussão sobre saúde. O que tem a ver com isso?

Dr. Ross Adey da UCLA, nos anos 60 e 70, liderou uma pesquisa onde foi demonstrado que a radiação não-iônica, a mesma das antenas 5G, foi capaz de alterar o comportamento de pessoas e animais. Uma frequência de 10 Hz pode induzir as pessoas ao sono de acordo com a frequência das ondas.

Foram registradas também mudanças na capacidade de memória, alterações metabólicas, mudanças no funcionamento das glândulas e alterações na libido.

Porém, em 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que “não foi constatado nenhum efeito adverso à saúde causado pelo uso de telefones celulares”.

Especialista em câncer, o pesquisador David Robert Grimes afirma que “a banda de onda de rádio — usada em redes de telefonia celular — não é ionizante, o que significa que não tem energia suficiente para separar o DNA e causar danos celulares”.

Apenas nos níveis mais altos do espectro eletromagnético — ou seja, muito acima das frequências usadas pelos telefones celulares — há riscos claros de exposição prolongada à saúde.

Uma nova era

Com todas esses aspectos da chegada do 5G – velocidade, possibilidades, mudança na comunicação, luta por poder, novos produtos e serviços, internet das coisas, fica claro que muitas mudanças drásticas estão chegando.

É uma nova era, como houve na época da revolução industrial e a até mesmo na época da chegada da internet.

Como toda nova era que chega, ela fomenta disputas, discussões, medos, inseguranças, rupturas mas também criatividade, inovação e muitas ideias geniais. Estejamos preparados. 

E você? O que acha da revolução do 5G?

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